Batman – O Cavaleiro das Trevas (Batman – The Dark Knight Returns)

Como pedido pelo meu amigo Marcelo de Auckland – NZ! (Tu vai ler e confirmar o que eu disse!!! ;-D)

Em Batman – O Cavaleiro das Trevas, Bruce Wayne, aos 55 anos, está aposentado e tenta levar o que mais se aproxima de uma vida comum, mas a onda de crimes em Gotham City não deixa.

Inconformado, ele passa a impedir um crime aqui e outro ali, sempre em meio às trevas. Mas não adianta, em pouco tempo a notícia se espalha: o Batman voltou à ativa!

O problema é que os super-heróis estão há dez anos proibidos de agir em público pelo governo norte-americano. E o mundo vive sob o medo de uma guerra nuclear entre Estados Unidos e União Soviética (a obra é de 1986). Agora, o Morcego terá de lidar com o problema que arrumou – e ele adora isso.

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Incompetência editorial

Então o cara (ou a menina, hoje em dia, graças a Deus, as meninas também estão lendo HQs) chega na banca e diz pra si mesmo: “hoje queria ler alguma coisa diferente”. Começa a procurar e encontra DC Apresenta, DC Especial, Universo DC, Superman, Superman & Batman, Batman, Batman Extra, Homem-Aranha, Marvel Action, Marvel Especial, Marvel Millennium, Universo Marvel, Marvel Apresenta, Marvel Isso, Marvel Aquilo, isso sem contar as miríades de X-Men, X-Men Extra, X-Men Especial, X-Factor, X-Bacon, X-Coração sem ovo, X-Pirito, X-Bagaça, X-Panela… aí os caras colocam dois mangás na prateleira e dizem: “Ó, temos alternativas pra quem está com o saco cheio de Marvel/DC.”. Sabe o que eu digo pra eles? Enfiem toda esta MERcaDoriA no buraquinho do dente!!! Que tal alguma coisa diferente MESMO, como a Cedibra, no começo da década de 90 tentou, com os personagens da FIRST? Não me entendam mal, gosto muito da Marvel e da DC, é inegável o alcance e a influência social das duas grandes, mas cá pra nós, vide novela da Globo, tá SEMPRE a mesma coisa – com o justo reconhecimento à Marvel MAX e à Linha Vertigo.

Agora, por que não rola um material beeeeeeem alternativo? Sabem por que? Porque os leitores têm medo de experimentar. Ahhh, pois é, a culpa é sempre do leitor. Claro, o cara vai lá, compra o gibi, gosta, quer a continuação, mas como as vendas foram pequenas, a editora simplesmente CASTRA o quadrinho e o leitor que se exploda. Isso quando o leitor compra, porque com os preços dos gibis… os caras chutam totalmente o balde. Não me venha dizer que um exemplar de 100 páginas, com tiragem superior a 10 mil cópias não pode ser vendido por – por exemplo – uns 15 reais. Ahhh tá, então tá bom! Pode ser até por menos! O problema é que a incompetência editorial (não só editorial, parece que neste país a incompetência é premiada) está sempre atravancando o progresso. Claro, os leitores também contribuem, comprando só o X-Men Especial, X-Factor, X-Bacon, X-Panela… , agora por que não tentar reverter este comportamento? Acho imprescindível (e aqui assumo a responsabilidade pelo que estou dizendo, pois é minha humilde opinião) que exista mais coragem e, principalmente, COMPETÊNCIA nas decisões editoriais se quisermos um dia, ao chegar na banca, poder ter uma liberdade de escolha que me permita comprar um título sem um X na capa.

E tenho dito!

Em tempo: até o fechamento da coluna chegou ao meu conhecimento que a Editora Landscape (http://www.editoralandscape.com.br) vai entrar na briga pelo mercado de HQs no Brasil. Vamos ver no que vai resultar essa iniciativa. Boa sorte e vida longa à Landscape!

Y: The Last Man

Y: The Last Man é uma série de HQ escrita por Brian K. Vaughan e publicada pela editora Vertigo em 60 edições, sobre o únicos homem sobrevivente de uma súbita, espontânea e simultânea morte de todos os seres do planeta com cromossomo Y, humanos e animais. A série foi aclamada pelo público e pela crítica especializada.

O link de download segue abaixo:


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O Corvo

Em uma outra época, muitas décadas atrás, um grupo de renegados atacou uma fazenda, violentou uma mulher, matou seu filho e amante índio. O Corvo, pássaro de mau agouro que encarna o espírito da vingança, reteve a alma desse índio. Os responsáveis pela carnificina precisavam ser punidos. A espera foi longa, até o dia que os assasssinos estivessem outra vez reencarnados. Finalmente isto aconteceu. Auxiliado pelo Corvo, o espírito do índio desperta para reencontrar seus matadores. Sua solene missão é enviar cada um deles para as profundezas do inferno.

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As Tartarugas Ninjas na Image Comics


Para estrear essa coluna sobre “Gibis que (provavelmente) nunca serão publicados no Brasil” escolhi um grupo de personagens que fez o maior sucesso no fim dos anos 80/início dos 90: As Tartarugas Ninjas!

Em 1994, após ter passado auge de sua popularidade, as Tartarugas Ninja já haviam estrelado três filmes e estavam com uma série de TV pronta para ser produzida. A fim de recriar a onda das personagens, Erik Larsen (sócio da Image comics) adquire os direitos de publicação para uma nova série em quadrinhos das tartarugas mutantes. Após a bem-sucedida publicação de uma mini-série (TMNT: Bodycount), participações especias na revista The Savage Dragon e com o aval de seus criadores (Peter Laird e Kevin Eastman), a Image prometia uma série atualizada aos anos 90 com o respeito e a atitude que as Tartarugas Ninja mereciam (em outras palavras: violência).

Ação foi foco principal da série, logo na primeira edição, na primeira página, vemos Donatello ser alvejado por um ciborgue durante o seu aniversário e mais tarde cai de um helicóptero em pleno ar que faz com que seu casco seja quebrado o tornando tetraplégico, no fim do mesmo gibi Raphael recebe um tiro no rosto que o desfigura. Nas edições seguintes Donatello se torna uma Tartaruga Ninja Ciborgue, Raphael passa a usar a máscara de Casey Jones para esconder seu rosto deformado e o Mestre Splinter sofre uma mutação que o tranforma em um morcego vampiro. Tudo isso ocorre nas cinco primeiras edições, em um ritmo bastante rápido e direto em que o leitor nem tem tempo para respirar.

Posteriormente fomos apresentados à filha de Casey Jones e April O’Neil, uma participação de Savage Dragon, um romance para Michelangelo, Leonardo perde um braço e Raphael se torna o novo Destruidor (líder do Clã do Pé) dentre diversas outras surpresas que deixavam a série mais interessante a cada edição.

Apesar de ter radicalizado quanto à aparência das Tartarugas, Gary Carlson manteve a personalidade das personagens intocadas: Raphael ainda era um cabeça-quente, Leonardo o líder, Donatello o gênio e Michelangelo o divertido. O bom humor também esteve presente, mas ainda estava bastante longe das Tartarugas Ninja que fez sucesso na TV, em uma das edições é publicada uma carta de uma mãe que alega ter comprado a mini-série TMNT: Bodycount para seu filho por este amar as TMNT dos desenhos, ter ficado chocada com o alto indíce de violência da série, sugerindo seu cancelamento.

Os desenhos de Frank Fosco estavam longe de serem detalhistas, mas davam uma ótima contribuição ao tom da série, abusando de sombras e luzes ( a série era publicada em preto-e-branco), embora algumas vezes cometesse alguns equívocos (Rapahel com nunchucks, etc.).

A Image apesar de ter dado um corajoso passo ao tentar revitalizar a franquia, teve de cancelar o título após 25 edições devido à baixas vendas. Uma pena que esta série seja um gibi que (provavelmente) nunca será publicado no Brasil…