
Então estava eu discutindo com algumas pessoas cuja inteligência eu respeito sobre as Mega-adaptações de HQs pro cinema (Watchmen provavelmente será a melhor de todas, mas, como bom cético, eu só acredito vendo…) e eis que chegamos a um ponto crucial: as HQs que fazem o filme estourar nas bilheterias ou os filmes que fazem as revistas venderem milhares nas bancas?
Pois bem, reflitam comigo e vamos fazer um pequeno exercício de lógica:
- nunca se vendeu tantos encadernados de Watchmen como ultimamente, mesmo com o filme longe de estrear nos cinemas;
- Superman, Batman e Homem Aranha (não necessariamente nessa ordem) são os super-heróis mais famosos do Planeta. E por quê? Porque suas respectivas editoras investiram em outras mídias (TV, rádio e – rufem os tambores: cinema) que os projetou a um patamar que os outros personagens (com a exceção do Carcaju) provavelmente JAMAIS alcançarão;
- Hulk, Capitão América, mulher Maravilha também tiveram suas passagens por outras mídias, maaaaaas, no cinema, que é o grande holofote para a fama, não passaram perto.
- Spawn, no auge (hahahahahaha… oops, desculpe) de sua popularidade teve um filme. Segue-se a este fato uma explosão nas vendas do personagem, que não saia dos Top 10. Hoje o soldado do inferno (que espero que seja o mesmo destino que seu criador tenha) não fica nem entre os 100 mais vendidos nos EUA…
O que se tira desta lição? Que o cinema é o grande impulsor de vendas e de popularidade dos quadrinhos certo? ERRADÍSSIMO! Qualquer analfabeto sabe que o gibi mais vendido do Mundo dos Super-Heróis é os X-Men (na verdade qualquer BO*TA com o “X” vende milhares de exemplares). O Aranha nunca teve um filmezinho sequer até o Século XXI e já era o herói com mais vendas da Marvel (possivelmente o mais vendido do Mundo, no quesito superheroístico). Já ao contrário, o Justiceiro teve dois (hahahaha) filmes e não vende absurdamente. E a DC se caga de medo de fazer filme de qualquer outro herói que não seja Batman/Superman com medo de sair umas bombas nucleares ao melhor estilo Aço ou Mulher-Gato.
Sendo assim, cabe a nós pensarmos que:
1) O cinema é uma MULETA, um impulso de vendas, para personagens estabelecidos;
Logo…
2) Histórias em Quadrinhos vendem mais quando seus personagens têm passagens pelo cinema;
Logo…
3) os quadrinhos serão mais consumidos pois eles estão “na moda”, “em voga”, como queira;
Logo…
4) Isso é um círculo de crescimento de vendas que só faz aumentar a popularidade do personagem podendo ou não ser levado a um possível filme no cinema;
Logo…
5) Terá mais quadrinhos, como adaptação do filme e outras bobajadas dessas.
Logo…
6) E SE CONSCIENTIZE DISSO: VOCÊ, FÃ DE QUADRINHO, É A BASE MAIS FORTE, O MAIS FIEL SEGUIDOR DO PRODUTO REVISTA EM QUADRINHO/FILME/CANECA DE CAFÉ/QUALQUER MERDA QUE TIVER SEU PERSONAGEM FAVORITO DO MUNDO! Mais do que faz de Rock, mais do que fãs de futebol, mais que TUDO! Saiba bem isso! Tire proveito disso! É o mais lógico a se fazer!
E TENHO DITO!
Homem-Aranha 2099 foi um versão do super-herói Homem-Aranha criada por Peter David e Rick Leonardi no ano de 1992 pela Marvel Comics, como o primeiro personagem do que viria a ser o universo Marvel 2099, uma dimensão futurista distópica e cyberpunk, diferente do ambiente dos super-heróis da linha editorial Marvel tradicional.
O nome verdadeiro do Homem-Aranha 2099 é Miguel O’hara, um engenheiro geneticista que trabalhava na megacorporação Alchemax quando ganhou seus poderes acidentalmente. O seu traje ele havia comprado anteriormente, como uma fantasia para a comemoração do Dia dos Mortos mexicano, e que passou a vesti-lo em suas aventuras como super-herói. Miguel é meio mexicano, meio irlandês.
Enfrentou vilões que também eram versões futuristas da série clássica, como o Abutre 2099 e o Duende 2099.

Abaixo estão os seis link para as primeiras seis edições:
1
O primeiro título da série foi publicado na revista “Dark Horse Presents” de Abril de 1991 a Junho de 1992, dividido em treze partes com diversas histórias de duração distintas que se seguiram. Todas as histórias são situadas na cidade fictícia de Basin City, com personagens recorrentes e histórias co-relacionadas.
O link para o HD virtual está logo abaixo:

link
Tommy Monaghan, mais conhecido como Hitman, estava no seu bar favorito, afogando suas mágoas após levar mais um fora de sua namorada, quando Lobo entra no local fazendo um tremendo escândalo, bem ao seu estilo.
Hitman “segurou a onda” até que o czarniano resolveu mexer com um de seus amigos. Aí, a coisa esquentou. Como sabia que não podia com o troglodita, Monaghan derramou um uísque vagabundo sobre si e simplesmente atirou nos olhos de Lobo, deixando-o cego por tempo suficiente para fugir.
Começa, então, uma perseguição inacreditável, literalmente, pelo “cheiro”. Quanto tempo Lobo demorará para regenerar seus olhos? Será que Hitman escapa dessa enrascada? O final da aventura é simplesmente impagável!
Segue o link de download:
Se você lia quadrinhos lá pela metade dos anos 90 deve se lembrar da euforia que foi o fenômeno Image Comics e como ficamos ansiosos para poder ler e ver como era uma daquelas edições da editora que era conhecida como “A Editora dos Feras“.
Editora dos Feras pelo fato de unir Erik Larsen (sucesso em Homem-Aranha), Todd McFarlane (sucesso em Homem-Aranha), Marc Silvestri (sucesso em Wolverine), Jim Lee (Sucesso em X-Men), Whilce Portacio (sucesso em X-Factor), Jim Valentino (sucesso em hmmm…sei lá) e, claro, Rob Liefeld (sucesso em Novos Mutantes/X-Force).
Os títulos começaram a serem publicados no Brasil lá pela segunda metade dos anos 90, foi Spawn de McFarlane quem teve a honra de aparecer por aqui primeiro e abrir as portas para os tão esperados gibis da (promissora) Image Comics. Logo depois veio Savage Dragon, Wild C.A.T.s, Cyberforce, Youngblood e vários outros.
Com excessão de Spawn e Savage Dragon, os demais gibis sofreram duras críticas, venderam muito pouco e desapareceram das bancas brasileiras rapidamente. Os gibis da Image Comics foram uma decepção total…
Em meio a toda essa enxurrada de novos títulos, um me chamou a atenção: Youngblood! Por alguma razão as histórias do supergrupo me prendiam e seus personagens pareciam legal demais (embora os desenhos de Liefeld fossem sofríveis)! Acompanhei cada edição com bastante entusiasmo e, devo ter sido o único, que ficou abatido como o cancelamento do título na nona edição…
Assim que passei a ter acesso aos scans originais americanos, resolvi fazer uma busca por Youngblood e descobri que na verdade a série original havia durado minguadas dez edições e um outro título chamado Team Youngblood durou 22 edições! Como não havia conhecimento algum sobre o que era essa tal de Team Youngblood, resolvi baixar os gibis e dar uma lida, afinal, se eu adorava Youngblood, Team Youngblood não deve ser muito diferente. E eu estava certo!
Team Youngblood é sem dúvida um dos melhores títulos publicados pela Image durante seus primeiros anos, as histórias são simples, divertidas, possuem uma boa dose de ação e os personagens, embora típicamente anos 90, são carismáticos e divertidos.
A equipe de Team Youngblood era formada inicialmente por Sentinela, Cougar, Riptide, Fóton, Masada e Dutch. O grupo combatia ameaças interplanetárias e outrras ameaças “globais”, vilões dispostos a explodir o mundo eram sua especialidade.
Se você busca gibis de ação, que não estejam envolvidos em supersagas intermináveis ao velho estilo bem vs mal, então acho que você deveria dar uma chance aos títulos de Liefeld dos primórdios da Image Comics. Eu já li Prophet, Bloodstryke, Brigade e Supremo. Embora a arte seja algumas vezes de gosto duvidoso, as histórias me prenderam e me deram aquele velho sentimento de nostalgia que há muito eu havia perdido.
O argumento de Eric Stephenson era bem simples (vilão que destruir o mundo) e arte era surpreendentemente muito boa, o desenhista Chap Yeap mandava muito bem, embora quisesse imitar o traço de Liefeld em muitos momentos sua arte se sobressaía com um estilo bastante dinâmico e detalhista. Mais tarde o brasileiro Roger Cruz desenhou algumas edições, mas o título já estava bem próximo do cancelamento quando isso ocorreu.
Assim como você, eu também detesto a arte de Liefeld e SIM, seus personagens são cópias de heróis Marvel e DC, mas isso não quer dizer que não devemos elogiar quando necessário, e afirmo novamente que estes gibis criados por ele são divertidos demais, especialmente Team Youngblood.
Infelizmente Team Youngblood é um daqueles gibis que nunca serão publicados no Brasil.
Essa é minha opinião, e eu gostaria de ouvir a sua! Deixe um recado, é isso que nos dá motivaçao a continuar com o Superscans! Fale bem ou fale mal, mas fale alguma coisa!
Se você quiser ler Team Youngblood aqui vai o link com as primeiras edições (em inglês):

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