18 Oct 2008 @ 9:33 AM 


Se você lia quadrinhos lá pela metade dos anos 90 deve se lembrar da euforia que foi o fenômeno Image Comics e como ficamos ansiosos para poder ler e ver como era uma daquelas edições da editora que era conhecida como “A Editora dos Feras“.

Editora dos Feras pelo fato de unir Erik Larsen (sucesso em Homem-Aranha), Todd McFarlane (sucesso em Homem-Aranha), Marc Silvestri (sucesso em Wolverine), Jim Lee (Sucesso em X-Men), Whilce Portacio (sucesso em X-Factor), Jim Valentino (sucesso em hmmm…sei lá) e, claro, Rob Liefeld (sucesso em Novos Mutantes/X-Force).

Os títulos começaram a serem publicados no Brasil lá pela segunda metade dos anos 90, foi Spawn de McFarlane quem teve a honra de aparecer por aqui primeiro e abrir as portas para os tão esperados gibis da (promissora) Image Comics. Logo depois veio Savage Dragon, Wild C.A.T.s, Cyberforce, Youngblood e vários outros.

Com excessão de Spawn e Savage Dragon, os demais gibis sofreram duras críticas, venderam muito pouco e desapareceram das bancas brasileiras rapidamente. Os gibis da Image Comics foram uma decepção total…

Em meio a toda essa enxurrada de novos títulos, um me chamou a atenção: Youngblood! Por alguma razão as histórias do supergrupo me prendiam e seus personagens pareciam legal demais (embora os desenhos de Liefeld fossem sofríveis)! Acompanhei cada edição com bastante entusiasmo e, devo ter sido o único, que ficou abatido como o cancelamento do título na nona edição…

Assim que passei a ter acesso aos scans originais americanos, resolvi fazer uma busca por Youngblood e descobri que na verdade a série original havia durado minguadas dez edições e um outro título chamado Team Youngblood durou 22 edições! Como não havia conhecimento algum sobre o que era essa tal de Team Youngblood, resolvi baixar os gibis e dar uma lida, afinal, se eu adorava Youngblood, Team Youngblood não deve ser muito diferente. E eu estava certo!

Team Youngblood é sem dúvida um dos melhores títulos publicados pela Image durante seus primeiros anos, as histórias são simples, divertidas, possuem uma boa dose de ação e os personagens, embora típicamente anos 90, são carismáticos e divertidos.

A equipe de Team Youngblood era formada inicialmente por Sentinela, Cougar, Riptide, Fóton, Masada e Dutch. O grupo combatia ameaças interplanetárias e outrras ameaças “globais”, vilões dispostos a explodir o mundo eram sua especialidade.

Se você busca gibis de ação, que não estejam envolvidos em supersagas intermináveis ao velho estilo bem vs mal, então acho que você deveria dar uma chance aos títulos de Liefeld dos primórdios da Image Comics. Eu já li Prophet, Bloodstryke, Brigade e Supremo. Embora a arte seja algumas vezes de gosto duvidoso, as histórias me prenderam e me deram aquele velho sentimento de nostalgia que há muito eu havia perdido.

O argumento de Eric Stephenson era bem simples (vilão que destruir o mundo) e arte era surpreendentemente muito boa, o desenhista Chap Yeap mandava muito bem, embora quisesse imitar o traço de Liefeld em muitos momentos sua arte se sobressaía com um estilo bastante dinâmico e detalhista. Mais tarde o brasileiro Roger Cruz desenhou algumas edições, mas o título já estava bem próximo do cancelamento quando isso ocorreu.

Assim como você, eu também detesto a arte de Liefeld e SIM, seus personagens são cópias de heróis Marvel e DC, mas isso não quer dizer que não devemos elogiar quando necessário, e afirmo novamente que estes gibis criados por ele são divertidos demais, especialmente Team Youngblood.

Infelizmente Team Youngblood é um daqueles gibis que nunca serão publicados no Brasil.

Essa é minha opinião, e eu gostaria de ouvir a sua! Deixe um recado, é isso que nos dá motivaçao a continuar com o Superscans! Fale bem ou fale mal, mas fale alguma coisa!

Se você quiser ler Team Youngblood aqui vai o link com as primeiras edições (em inglês):



link

Posted By: Barker
Last Edit: 20 Oct 2008 @ 08:30 AM

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 01 Oct 2008 @ 8:52 AM 


Não sei explicar porquê, mas algo me atrai nestes personagens (Comandos em Ação e Transformers), acho que deve ser a lembrança de ótimos momentos da minha infância nos (agora) distante anos 80, quando eu ficava em frente à TV esperando para assistir os desenhos animados destes personagens com meus bonequinhos na mão. Pois é, tempo bom que não volta nunca mais…

Nostalgia à parte, como disse antes: algo me atrai nestes personagens e não consigo evitar de ler seus gibis sempre que tenho a chance. Bem, fui eu até uma loja de gibis em Auckland com a intenção de comprar um novo volume dos Marvel Essentials e acabei saindo da loja com o encadernado de G.I. Joe vs Transformers III: The Art of War e, caraca, o gibi é legal demais!!!

Aqui vai uma breve sinopse da trama: Após os eventos do Vol.2 Megatron se encontra desmontado e sob estudo (de forma secreta) do governo dos EUA, sua intenção é criar o soldado perfeito com a tecnologia de Cybertron aliada à mente de grandes conquistadores da história da humanidade (Gengis Khan, Alexandre o Grande, etc.). O nome deste soldado: Serpent Organic Robot, ou simplesmente Serpentor. As coisas começam a ficar ruins quando o Comandante Cobra liberta Serpentor a fim de usá-lo como um aliado, algo que não se concretiza devido a natureza destrutiva e conquistadora de Serpentor. É nesse instante que os Comandos em Ação tomam ciência de que o governo vinha trabalhando com Megatron debaixo de seus narizes sem seu consentimento. Paralelamente um grupo de Transformers estão à caminho da Terra vindos de Cybertron para, com a ajuda dos Comandos em Ação, acabar com qualquer vestígio da tecnologia Cybertroniana que possa ter ficado no planeta a fim de evitar que esta tecnologia caia em mãos erradas.

Serpentor vai à Cybertron para concluir o trabalho de seu “pai” (Megatron): Conquistar Cybertron, aí a aventura tem início…

Os desenhos são bastante agradáveis, uma arte leve e com excelente acabamento que não “cansa” os olhos e torna a leitura fluente que acabei lendo o gibi de cabo a rabo sem perceber.

Por parte dos Comandos em Ação, vários personagens clássicos se encontram na série: Roadblock, Hawk, Snake Eyes, Scarlett, dentre outros. O mesmo ocorre com o pessoal de Cybertron: Optimus Prime, Bumblebee, a robô feminina Arcee, Hot Rod, Grimlock, etc. Todos com seu visual G1 para não decepcionar nenhum fã e seu temperamento característico, Bumblebee o brincalhão, Grimlock o turrão, Snake Eyes bastante sério…

A narrativa é outro ponto positivo da mini-série, diálogos enxutos, porém relevantes à trama sem entregar o leitor somente à arte mas também fazendo com que cada quarinho seja apreciado e lido com a mesma importância.É fantástico como o autor consegue adaptar a origem de Serpentor para este universo do crossover (que é um universo paralelo não tendo influência em nenhuma das duas séries) assim como enquadrar os demais personagens no mesmo contexto sem desrespeitar a origem dos personagens ou tornar a aventura desinteressante.

Eu daria a nota 8 para a mini-série, mas como falei anteriormente sou bastante suspeito para falar pois sempre fui fascinado por estes personagens. Um aspecto negativo seria o fato de *SPOILER* um dos mais queridos heróis falecer em combate, mas como o universo deste crossover é único, ou seja, não se enquadra na cronologia de nenhuma das duas séries, eu acho que não é algo que frustra o leitor ao fim da trama.

Ainda não entendo como nenhuma editora no Brasil ainda não quis apostar em Comandos em Ação, uma série que certamente agradaria o público brasileiro e que teria sua legião fiel de seguidores/leitores devido ao passado de sucesso dos brinquedos no país. Mas, infelizmente este é um daqueles gibis que (provavelmente) nunca serão publicados no Brasil…

Posted By: Barker
Last Edit: 01 Oct 2008 @ 08:56 AM

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 01 Sep 2008 @ 8:31 AM 

Serei bem simples e direto nessa coluna de hoje sobre esse crossover ocorrido entre a maior equipe de heróis do universo DC e uma das piores equipes de heróis da Image Comics.

jla cyberforce coverAlguém se lembra de Cyberforce? Cyberforce foi uma criação de Marc Silvestri, um desenhista que fez fama desenhando X-Men e Wolverine na Marvel antes de se juntar à todos aqueles caras que fundaram a Image Comics. O primeiro volume foi publicado no Brasil pela editora Globo, mas foi cancelado um ano depois junto com todos aqueles outros títulos lançados que não venderam praticamente nada. E por quê não vendeu? Porque era muito, muito, mas MUITO ruim! Era apenas mais um daqueles gibis da Image que possuíam desenhos impressionantes nas primeiras páginas (mas que logo depois começa a se tornar chato e repetitivo) e argumentos tão profundos quanto um pires. A equipe era formada por um grupo de mutantes cibernéticamente alterados que combatiam outros mutantes. Uma droga que nào vale nem uma resenha decente.

Pois no início dos anos 2000, Silvestri resolveu trazer sua equipe de volta (achando que venderia alguma coisa) e para alavancar esse “renascimento” nada melhor do que criar um crossover com uma equipe famosíssima de super-heróis que estavam vendendo muito bem e com extrema popularidade devido ao sucesso de seu desenho animado: A LIga da Justiça.

A história é um típico roteiro da Image Comics dos anos 90: Ripclaw, ex-membro da equipe, possuído por um vírus busca a chave para imortalidade se aliando a um exército de tecno-zumbis(!), que atendem ao seu comando (!!). Uma invasão destes zumbis à Budapeste chama a atenção da Cyberforce (Stryker – aquel cara de três braços em um lado só do corpo – , Balística, Velocidade e Cyblade) e da Liga da Justiça (Flash, Superman, Batman, Ajax e Mulher-Maravilha) ao local que não se estranham no começo mas passam a trocar sopapos mais tarde quando as equipes brigam para ver quem fica com a “essência” de Ripclaw.

Tudo isso ocorre entre porradas e mais porradas, sangue, tiros, explosões e baboseiras existencialistas. O roteiro de Joe Kelly até tenta ter algum mérito, mas não dá para tirar leite de pedra, a história é ruim de doer e os (normalmente bons) desenhos de Doug Mahnke também não ajudam.

Felizmente esse é um daqueles gibis que (eu espero) nunca será publicado no Brasil.

Posted By: Barker
Last Edit: 01 Sep 2008 @ 08:31 AM

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